sábado, 30 de novembro de 2013

FRASE

" - Uma coisa é certa. A Copa do Mundo sem mim não é nada para se assistir. Então nem vale a pena ficar esperando pela Copa."
(Zlatan Ibrahimovic, atacante do Paris Saint Germain-FRA e da seleção sueca, sobre a eliminação de seu país da Copa do Mundo do Brasil de 2014).

FRASE

" - Jayme de Almeida fez do amargo limão, deixado por Mano Menezes, uma doce limonada."
(Renato Maurício Prado, comentarista do canal Fox Sports Brasil e colunista de "O Globo", sobre a conquista da Copa do Brasil pelo Flamengo).

FRASE

" - A verdade é que ninguém acreditava no time. Todo mundo dizia que eram fracos e ninguém jogava nada. Hoje em dia, você vai à rua e vê a torcida feliz, confiante. Foram os jogadores que mudaram isso, com muita postura e vontade (...) Não pensei em renovação ainda. Só quis saber de curtir esse peso que sai das costas. Tomei chope quinta, uns três; Que chope gostoso [risos], desceu bem. Fiquei bem mais leve."
(Jayme de Almeida, técnico do Flamengo, sobre o crescimento do time e a conquista da Copa do Brasil).

PONTE PRETA "SOBERANA" NA COPA SULAMERICANA



O tiro saiu pela culatra.
A tentativa do São Paulo de tentar intimidar a Ponte Preta não teve o desfecho que a turma do Juvenal esperava. Afinal, por quê não jogar no estádio Moisés Lucarelli se o São Paulo perdeu a vaga para as finais dentro do "suntuoso" estádio do Morumbi? Todos os jogos com mando da Ponte Preta sempre foram realizados em seu estádio, em Campinas, seja no Campeonato Paulista ou no Campeonato Brasileiro. E de repente o São Paulo resolve apelar à Conmebol para que fosse alterado o local da partida para "cumprimento" do regulamento. O mesmo São Paulo já havia feito isso há 8 anos, quando o Atlético-PR teve que jogar a final da Copa Libertadores de 2005 em Porto Alegre, no estádio Beira Rio, a mais de 700 Km de distância da Arena da Baixada, em Curitiba. E o estádio do Atlético-PR já era na época um dos mais modernos do Brasil.
Mas dessa vez estavam preocupados com a Ponte Preta? Que já está rebaixada para a 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro?
A Ponte tentou jogar em seu estádio, mas a força política do adversário a impediu e o 2º jogo das semifinais foi para Mogi Mirim (que, diga-se de passagem, num estádio inferior ao "Majestoso", em Campinas). E os Deuses do Futebol resolveram interferir. Resultado? Literalmente tudo foi por água abaixo já no primeiro jogo das semifinais, já que os mais de 50 mil são-paulinos estavam sob um dilúvio no Morumbi. E essa mesma chuva lavou a alma dos pontepretanos, pela primeira vez disputando um torneio sulamericano em 113 anos de existência.
Mostrando uma superioridade absurda, a Ponte Preta venceu o "Soberano" por 3 x 1 com direito a olé. Os torcedores do time de Campinas, em bem menor número, simplesmente silenciaram o Morumbi molhado e lotado. Antes, o time do técnico Jorginho, muito mal das pernas no Brasileirão, já havia conseguido um feito histórico ao despachar com propriedade o temido Velez Sarsfield, empatando em Campinas e vencendo em Buenos Aires por 2 x 0, algo então considerado quase impossível.
No 2º jogo diante do enfraquecido São Paulo em Mogi Mirim, a Ponte Preta jogou, dessa vez, com o regulamento debaixo do braço, o mesmo regulamento que lhe impediu de jogar em sua cidade. Empatou em 1 x 1 e está nas finais contra outro time argentino, também cascudo, o Lanús.
O São Paulo tinha tudo a seu favor. Mais time, mais treinador, mais tradição, mais torcida, mais chances, experiência em torneios internacionais, disputaria um mata-mata contra uma equipe rebaixada no Campeonato Brasileiro e que sequer jogaria a partida de volta em sua casa. Só faltou uma coisa, a principal delas: em nenhum momento mostrou mais futebol ou pelo menos mais disposição dentro de campo.
O São Paulo sempre será o favorito contra a Ponte Preta, jogando em Campinas, em São Paulo ou em Quissamã. Mas precisa ter, no mínimo, vontade de vencer. E começou a ser eliminado quando fez a Ponte sair de Campinas para jogar em outra cidade.
E se o time de Muricy voltasse a jogar novamente hoje contra o time de Jorginho, perderia. De novo.
Eis a pergunta: A Ponte Preta pode ser campeã da Copa Sulamericana e ser o único representante paulista na Copa Libertadores de 2014? Sim. Por quê? Porque a Ponte da Sulamericana não é a Ponte do Brasileirão. O Velez Sarsfield e o São Paulo que o digam.

FLAMENGO, TRICAMPEÃO DA COPA DO BRASIL

Paulo Baier foi o ídolo de Mano Menezes por um dia e uma noite.
O veterano jogador do Atlético-PR, que nessa temporada chegou ao centésimo gol em edições de Brasileiros por pontos corridos, era talvez a grande esperança do ex-técnico da seleção brasileira para não ser "tão lembrado" pelos flamenguistas no lotado estádio do Maracanã.
Em vão. A emoção superou a razão. Por que no futebol é assim, tem que ser assim.
O Atlético-PR tem um bom conjunto, um time bem montado, entrosado, faz uma ótima campanha no Campeonato Brasileiro, assim como fez na própria Copa do Brasil. Deve se classificar para a Copa Libertadores de 2014. Mas encontrou na final da Copa do Brasil um Flamengo que cresceu na segunda metade do torneio. De um time assustado e desacreditado, com Mano Menezes, passou a ser um time confiante e determinado, com Jayme de Almeida. Da prepotência e austeridade de Mano Menezes à humildade e carisma de um autêntico boleiro na beira do campo. E com um fator a mais: o empurrão da torcida, que fez a diferença nos mata-matas.
Os dois rubro-negros chegaram às finais. Cada um com seus méritos. O Atlético-PR tinha somente o 1º jogo das finais para fazer a lição de casa e sonhar com o título. O empate de 1 x 1 acabou com as chances de ser campeão. Porque no Maracanã suas chances seriam remotas. E o placar de 2 x 0 para o Flamengo, no Rio, coroou a festa do futebol. Uma festa que vem da energia das arquibancadas, razão de ser desse esporte.
Quando saiu da Gávea, Mano Menezes argumentou que "não conseguiu transmitir seus conceitos de futebol àquele grupo de jogadores". Certamente o próprio treinador precisa agora repensar os seus conceitos de futebol, já que nem os melhores jogadores do país conseguiram assimilar, uma vez que Mano também teve passagem recente e frustrada pela seleção brasileira.
Jayme por sua vez conseguiu repassar seus conhecimentos de futebol ao mesmo grupo de jogadores até com certa facilidade e o Flamengo de tanta gente foi campeão da Copa do Brasil, aliás tricampeão, e está garantido muito provavelmente como o único representante carioca na Copa Libertadores de 2014. O atual treinador, que cativou a confiança do elenco desde que entrou no lugar de Mano e com a sombra de Abel Braga, não fez nenhum milagre para o Flamengo ser campeão. Simplesmente deixou a boleirada a vontade e procurou não atrapalhar.
E a caminhada não foi nada simples. Passou por equipes que estão no topo da tabela do Brasileirão, como Cruzeiro (o campeão brasileiro), Botafogo e Goiás. E, por último, pelo Atlético-PR. Todos esses times estão há muitas rodadas nas primeiras posições do Brasileirão.
E a final diante de um Maracanã lotado mostrou que, no Rio de Janeiro e no Brasil, o rubro-negro legítimo, de raça, amor e paixão, continua sendo o Flamengo. Uma vez e sempre, como diz o hino.

foto: di_rj do Instagram

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

FRASE

" - Falaram que a camisa era para homenagear o Pelé, mas eu me lembrei também do melhor jogador que eu vi atuando com a 10, que foi o Raí."
(Rogério Ceni, goleiro e capitão do São Paulo, sobre seu jogo de número 1.117 com a camisa são-paulina, superando o recorde de Pelé que atuou 1.116 vezes com a camisa do Santos. O goleiro e ídolo são-paulino recebeu um troféu do presidente Juvenal Juvêncio pelo feito histórico e jogou com a camisa 10 no empate por 1 x 1 contra o Botafogo, pela 36ª rodada do Brasileirão, no estádio do Morumbi).

FRASE

" - Às vezes, a CBF se faz de boba. Se quem manda não está pensando, nós estamos fazendo a nossa parte. Se continuar com esse descaso, não sei onde isso vai parar (...) Estamos tentando. É legal o torcedor entender e apoiar o movimento, é algo que traz benefícios a ele. Não estamos reivindicando salário ou folga, mas sim um calendário mais justo. Os jogadores que estão no interior dos Estados deveriam dar uma força."
(Rogério Ceni, goleiro e capitão do São Paulo, um dos líderes do Movimento Bom Senso FC, sobre os protestos realizados pelos jogadores antes das partidas do Campeonato Brasileiro).

NARRADOR PORTUGUÊS ENLOUQUECE COM OS 3 GOLS DE CRISTIANO RONALDO



"É Ronaldo, é Ronaldo!! É Brasil, é Brasil!!".. Narração mais do que entusiasmada do locutor português pela Rádio Pública Portuguesa, na vitória de Portugal sobre a Suécia pelo placar de 3 x 2, em partida válida pela repescagem das Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo do Brasil de 2014. O craque português Cristiano Ronaldo faz os 3 gols que classificam sua seleção para o Mundial e levam à loucura o narrador lusitano.

domingo, 24 de novembro de 2013

FRASE

" - A gente (ele e Cris) estava discutindo. Ele falou: ‘pô, amacia aí'. E eu disse: ‘vai lá e faz o terceiro'. As pessoas podem interpretar de outra forma, que a gente queria ‘amaciar', mas isso não aconteceu em momento algum. Indignado com a polêmica."
(Julio Baptista, atacante do Cruzeiro, sobre a polêmica imagem flagrada por uma câmera de TV que insinua, em leitura labial, que seu time poderia estar "entregando" o jogo para o Vasco, que teria de vencer a partida disputada no estádio do Maracanã para escapar da zona de rebaixamento do Brasileirão).

FRASE

" - Nós não gostamos do tema do fantasma, pois não é isso que pensamos a respeito da nossa seleção (...) Alguns ficaram irritados com o vídeo. O importante é sempre ir com humildade a todos os lugares e isso não nos ajuda a ficar mais humildes."
(Diego Lugano, zagueiro e capitão da seleção uruguaia, desaprovando o "Fantasma do Maracanazo", video promocional feito pela Puma, companhia que fornece material esportivo para sua seleção).

sábado, 23 de novembro de 2013

O "FANTASMA DO MARACANAZO" ESTÁ NO BRASIL



A Puma, empresa que fornece material esportivo para a seleção do Uruguai, criou um video promocional que provoca os brasileiros. A propaganda mostra o "Fantasma do Maracanazo". Trata-se de um suposto fantasma que retorna ao Brasil para amedrontar as pessoas nos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, em alusão ao episódio que ficou conhecido como "Maracanazo", quando a seleção brasileira foi derrotada pelos uruguaios na final da Copa do Mundo de 1950, no estádio do Maracanã, diante de aproximadamente 200 mil torcedores. Com a classificação do Uruguai para a Copa de 2014 que novamente será realizada no Brasil, a Puma não perdeu a oportunidade de brincar com a situação. Futebol é isso. Gozação, rivalidade, de forma saudável e divertida.

JUNINHO, TORCEDOR DE UM TIME SÓ, SILENCIOU O MORUMBI.


Diferentemente de boa parte das coisas da vida, futebol é uma opção. É você quem escolhe o time que deseja torcer. Por exemplo, se antes de nascer, algum anjo viesse até você e lhe perguntasse:
“ – Você quer ser pobre ou rico?”
Imagine como seria bom se todos tivessem essa opção. A esmagadora maioria, claro, responderia:
“ – Rico!!”
Porém, as coisas da vida não são assim.
Com exceção do futebol. Porque você escolhe seu time.
E por quê cargas d’água você vai escolher um time pequeno, do interior, que pouca gente conhece a história, que será eternamente a “zebra”, já que você pretende amá-lo para o resto de sua vida, faça chuva ou faça sol, na alegria ou na tristeza? Vai querer sofrer para quê?
Não. Óbvio que não.
Juninho pensava assim. Aos 9 anos, quase sempre acompanhava o pai ao estádio nas tardes de domingo. Gostava de jogar bola e, como a maioria dos garotos de sua idade, guardava o sonho de um dia se tornar jogador de futebol, apesar de ser repreendido pela mãe, que desejava ver o filho se formando médico ou advogado. Afinal, naquela época, o futebol era algo romântico, não era ainda uma fábrica de dinheiro como nos dias de hoje.
Juninho se esforçava para torcer pelo mesmo time do pai, até se comovia com a paixão que o pai demonstrava. Mas havia uma dúvida cruel. O time do pai não ganhava títulos, poucas vezes seus jogadores davam entrevistas para a televisão, não aparecia no “Fantástico”, sequer no videoteipe de domingo a noite. As vezes eles iam passar o domingo na cidade vizinha, visitando os parentes. Como todos gostavam de futebol, certa vez acompanhou o tio no jogo do time dessa outra cidade. E ficou espantado. O jogo era contra um time grande da capital, do qual todos falavam e que aparecia bastante na televisão. Viu algo que o intrigou: havia mais torcedores desse time da capital do que do time da cidade que seu tio morava. Até no espaço onde ficava a torcida local, haviam muitos torcedores com a camisa desse time grande. E até de outros times grandes que jogavam a quilômetros e quilômetros dali. Entendeu menos ainda quando seu tio vibrou bastante no momento em que o sistema de som daquele acanhado estádio (o "Majestoso" de sua cidade era bem mais bonito) anunciou um gol de um outro time grande da capital. Seu tio torcia para qual time? Não era aquele que estava em campo, que representava sua cidade? E comprovou que seu tio era bem diferente de seu pai.
Jamais seu pai colocaria a camisa de um time que não fosse aquela alvinegra, com a faixa branca na diagonal. Certa vez percebeu que um time carioca, o Vasco da Gama, também usava um uniforme igualzinho, porém o pai sempre lhe disse que “o nosso time é o mais antigo do Brasil, foram eles que nos imitaram”. E jamais colocou a camisa de outro time que não fosse aquele alvinegro que nasceu na mesma cidade que ele.
Juninho foi crescendo e percebeu que em sua cidade os times grandes não eram "tão grandes" assim. Percebeu que ali só haviam dois times para torcer, ao contrário de todas as cidades vizinhas que ele conhecia. O outro era um time de verde, que seu pai nem gostava de falar o nome. Um nome de tribo indígena. Diversas vezes presenciou discussões acaloradas entre o pai e o vizinho da esquina, que se provocavam mutuamente. Aquele time de verde era o único rival de verdade do time de seu pai. Os times considerados grandes, dos craques da televisão, simplesmente faziam parte do resto. E o resto é o resto.
Juninho cresceu. E desde a infância decidiu torcer para o time do pai, o time de sua cidade, que nem ficava tão longe da capital. E desde sempre torcia somente para esse time, mantendo os princípios de um torcedor genuíno, autêntico, inclusive também alimentando uma antipatia e uma rivalidade enorme por aquele time de verde que dividia a população da cidade.
O pai, mesmo adoecido, passou seus últimos domingos de vida com o radinho de pilha grudado no ouvido, acompanhando os jogos desse time carinhosamente apelidado de “macaca” ou “nêga véia”. Acabou falecendo sem ver um título.
Neste ano, mesmo sendo rebaixada para a 2ª divisão do Brasileiro, a "nêga véia" certamente enche de orgulho seu pai, agora torcedor em outra dimensão. E faz reviver os áureos tempos de Carlos, Oscar, Dicá, Polozzi e companhia. Jogadores que ele via vestindo o "manto" ao lado do pai quando ainda era criança.
Agora o time está ali, na sua frente e na televisão, disputando pela primeira vez um torneio sulamericano, a um passo de chegar às finais. Para isso, desbancou o temido Velez Sarsfield, da Argentina, vencendo os hermanos por 2 x 0 em terras portenhas. E agora, nas semifinais, acaba de vencer o São Paulo por 3 x 1 em pleno estádio lotado do Morumbi. Seu tio, aquele mesmo que o levou ao estádio acanhado quando menino, deve estar muito bravo. Onde já se viu seu poderoso São Paulo perder um jogo decisivo para um time do interior por 3 x 1 dentro do Morumbi? Seu pai adoraria ver a cara dele, debochando, claro. O tio sempre foi alvo de gozação por ser um “torcedor misto”, que acompanhava o time da cidade em que morava, mas torcia mesmo de verdade para o time grande da capital. Em Campinas não há torcida mista. Ou se é alvinegro ou se é verde.
E Juninho entendeu de vez que fez a escolha certa quando, dentro do Morumbi naquela noite, encharcado de tanta chuva, pôde ver a torcida do time genuinamente de sua cidade, em muito menor número, silenciar aquele estádio enorme lotado de são-paulinos. O coro de vozes se misturava aos seus gritos e ao seu choro de alegria. E com o coração fez uma discagem direta interestelar ao pai, que por um instante sentiu bem do seu lado, o abraçando, também chorando de alegria por aquele momento que já é inesquecível.
E agradeceu ao pai por lhe mostrar, um dia, que o futebol era uma opção.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

TABELA COMPLETA DO PAULISTÃO 2014

A Federação Paulista de Futebol divulgou a tabela do Campeonato Paulista da série A1 de 2014, que começa no dia 19 de janeiro e terá 15 rodadas na etapa classificatória. Serão quatro grupos com cinco equipes cada um, totalizando os 20 clubes que disputam a Série A1. Os quatro times grandes do Estado, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, serão os cabeças-de-chave. Os dois melhores de cada grupo avançarão para as quartas-de-final. Nas quartas, o primeiro e o segundo colocados de cada chave vão se enfrentar em um jogo único para definir quem vai avançar à semifinal, etapa que também vai ser jogada em partida única. As quatro piores equipes no geral serão rebaixadas para a série A2 de 2015. A decisão do torneio será realizada em duas partidas.

Clique no link abaixo para ver a tabela completa: