domingo, 21 de julho de 2013

SÃO PAULO, O "SOBERANO" À DERIVA


Você se lembra daquele clube "moderninho", que era considerado modelo do futebol brasileiro? Que raramente trocava de comissão técnica e que jamais tinha destaque negativo na mídia? Que se auto-intitulava o Real Madrid tupiniquim? Que ganhava rios de dinheiro apenas alugando seu estádio para clubes rivais mandarem seus jogos mais importantes?
Pois é. Esse clube é coisa do passado, apesar de ainda permanecer vivo num mundo imaginário na cabeça de seus dirigentes. O São Paulo vive um momento bastante complicado e sem perspectiva imediata de melhora. E o perigo do rebaixamento nunca foi algo tão real dentro do Morumbi. Depois da pífia participação na Copa Libertadores deste ano, o time faz seu pior Campeonato Brasileiro da história até o momento. Já são 10 partidas sem vencer, das quais 7 derrotas seguidas. O revés por 3 x 0 para o Cruzeiro, novamente diante de sua torcida no Morumbi, definitivamente instaurou uma crise que há muito tempo não se via no clube que sempre foi o xodó da imprensa paulista.
São-paulinos perceberam o totalitarismo do presidente Juvenal Juvêncio e agora até pedem sua renúncia. Mas quem ficaria no seu lugar? O polêmico Adalberto Batista, que não quis a volta de Muricy Ramalho e promove queda-de-braço com Rogério Ceni, maior ídolo do clube?
O São Paulo nunca trocou tanto de treinadores como agora. Depois da saída de Muricy Ramalho, já passaram por lá Ricardo Gomes, Sergio Baresi, Adilson Batista, Carpegiani, Emerson Leão e Ney Franco. Agora assumiu o comando Paulo Autuori, apesar da preferência da torcida pela volta de Muricy Ramalho. Por vaidade da diretoria, Muricy foi rejeitado e Paulo Autuori foi contratado. E terá bastante trabalho, principalmente para recuperar a moral e a auto-estima baixíssima do elenco.
O São Paulo não ganha nada desde 2008, seu último título brasileiro. Mas e a Copa Sulamericana de 2012? Aquilo foi um torneio de baixo nível, a 2ª divisão da Copa Libertadores. E a final foi contra um timeco da Argentina, o Tigre, que além de ruim e violento, se recusou a voltar para o 2º tempo. Situação típica de jogo de várzea.
Os medalhões do São Paulo espelham as vaidades que vem de cima, desde a presidência do arrogante Juvenal Juvêncio, passando pela diretoria que, segundo Rogério Ceni, "parou no tempo", e chega até o vestiário. Luis Fabiano não é decisivo e geralmente nem está em campo nos jogos mais importantes. Paulo Henrique Ganso é inoperante em campo, custou caro demais para desempenhar o papel de um mero "tocador de bolas" para o lado, não assumiu ou não conseguiu assumir a responsabilidade que tanto se esperava dele. Logo estará jogando em algum clube inexpressivo do leste europeu por total falta de resultados no Morumbi. Lúcio, visivelmente em fim de carreira. E Osvaldo, a "grande promessa", apenas corre bastante dentro de campo. Nada mais do que isso.
O time sub-20 do Santos venceu fácil o time do Juvenal dentro do Morumbi. O Corinthians "passeou" na Recopa Sulamericana. E Bahia e Cruzeiro também venceram sem nenhuma dificuldade.
E o Morumbi? Sem mais alugar para os rivais e com baixa média de público em seus jogos, resta ao clube alugar seu estádio para shows internacionais. E olhe lá. E o elogiado CT de Cotia, tão bem estruturado, mas que não revela jogadores?
O São Paulo de Juvenal Juvêncio, muito aquém de ser chamado de "Soberano", está representando muito bem o Palmeiras na 1ª divisão. Tanto que pelo jeito está louco de vontade de disputar a 2ª divisão do ano que vem. Sem o status de soberano.

2 comentários:

Nayana A. Peres disse...

Parabéns pelo texto! Muito bom e sensato.

Se o São Paulo não se encontrar logo em campo, corre um sério risco de fazer parte da segundona ano que vem.

Torço pelo bom futebol, sempre. Mas tem que ser merecido.

Adriano Oliveira disse...

O São Paulo desandou nessa administração do sr. Juvenal Juvêncio, que se considera o dono do clube. Fora o "elefante branco" que se tornou o estádio do Morumbi, atualmente preterido pelos rivais. Sim, a 2ª divisão é possível.