quinta-feira, 16 de maio de 2013

ENFIM, O FUTEBOL SULAMERICANO VOLTA AO NORMAL.


"O futebol é uma caixinha de surpresas", como dizia o saudoso poeta, jornalista, escritor e filósofo brasileiro Nelson Rodrigues. E isso está presente a todo instante nesse esporte. Por exemplo: quando eu poderia imaginar, mesmo do alto dos meus 40 anos, que ouviria um corintiano exclamar em alto e bom som que fora  "roubado" por um árbitro? Corintiano reclamando de arbitragem? Pois é.
No dia seguinte ao jogo contra o Boca Juniors, no Pacaembu, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores, foi o que mais ouvi dos corintianos, em todos os lugares. Com o empate de 1 x 1, o Corinthians foi eliminado do torneio sulamericano, já que havia perdido o jogo de ida por 1 x 0, na (ainda) mítica La Bombonera. O craque argentino Juan Riquelme fez talvez um gol "sem querer", segundo suas próprias palavras, mas que fez o Pacaembu calar-se por alguns longos minutos. Depois, o gol de empate do volante Paulinho, mais dois gols corintianos anulados e um pênalti não assinalado pelo árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Isso? Não. E o futebol guerreiro do Boca? Um gol "imperdível" perdido pelos argentinos na metade do 2º tempo? A troca de passes em determinado momento da partida que deixou o time corintiano "na roda" dentro de casa? O Boca Juniors mereceu a classificação? Sim.
Há mais de 30 anos acompanhando futebol já pude constatar vários erros de arbitragem. Enfim, muitos. E erros envolvendo jogos do Corinthians? Sim, muitos também. Na Copa do Brasil de 2002, por exemplo, contra o modesto Brasiliense. E no Brasileirão de 2005, quando o empresário iraniano Kia Joorabchian comandava o Corinthians que foi o "campeão" de um torneio até hoje questionado pelos escândalos de manipulação de resultados que envolveu principalmente o árbitro paulista Edilson Pereira de Carvalho. Ao melhor time de 2005, o Internacional, resta até hoje o consolo de "campeão moral". Por causa disso, não consigo entender como um corintiano venha reclamar de arbitragem.
O árbitro não erra a favor de ninguém. Ele comete erros e com isso prejudica uma das equipes durante uma partida. Dessa forma, Carlos Amarilla não favoreceu o Boca Juniors no jogo do Pacaembu. Ele apenas e simplesmente prejudicou o Corinthians com seus erros. E o time argentino não tem nada a ver com isso. Por outro lado, tirando os supostos erros de arbitragem e pelo que jogou a equipe de Riquelme , a eliminação do Corinthians foi justa. O "campeão do mundo" caiu nas oitavas-de-final, em pleno Pacaembu lotado. Pelo estresse da maioria dos corintianos, parece que acabou o mundo, que o futebol nunca mais será como antes. E foi algo normal, mais do mesmo no mundo do futebol. Uma eliminação de um time que até há um ano sequer conhecia o sabor da conquista de uma Copa Libertadores, em mais de um centenário de existência. Mas do jeito que seus torcedores se exaltaram com a derrota (mais do que normal), parecia que o Corinthians sempre foi o Senhor da América. E que ele, Corinthians, já tinha seis troféus de Libertadores e o Boca Juniors apenas um, quando é exatamente o oposto. Com a eliminação do Corinthians, tudo voltou a ser como era antes. Há mais de 100 anos.

2 comentários:

Nayana A. Peres disse...

Ganhar o Paulista é melhor que a Libertadores? Atah, então tá certo.. hehehe.
Tudo normal, como deve ser! :)
Ahh e com reclamação sempre.

Estilo "gambá" de torcer rs

Beijo!

Adriano Oliveira disse...

Corintianos têm falado demais. Parece até que têm 10 Libertadores na galeria do Parque São Jorge. Até há um ano, sequer sabiam o que era um título sulamericano.