sábado, 24 de maio de 2014

"LA DÉCIMA" VEZ DO REAL MADRID


Esperava-se bastante do melhor jogador do mundo. Mas "La Décima" Liga dos Campeões da Europa só foi para a galeria de troféus do Real Madrid graças mais ao coração do argentino Di Maria do que pela técnica do português Cristiano Ronaldo. Foi através de uma jogada do argentino que o mais improvável gol da decisão saiu nos acréscimos do 2º tempo, mais precisamente aos 48 minutos. E gol de um zagueiro, Sergio Ramos. Ao gajo, muito bem marcado e sem espaço dentro de campo, restou a alegria de ser coroado diante de seus súditos compatriotas.
O torcedor colchonero sabia que o tal gol improvável dos merengues não poderia acontecer. Na prorrogação, veio o desgaste físico e principalmente emocional do time listrado. O time de branco cresceu, se impôs e carimbou mais três gols. Gareth Bale (que perdeu gols imperdíveis no tempo normal), Marcelo e Cristiano Ronaldo, de pênalti, apenas para sacramentar a goleada por 4 x 1. Mais do que isso. para dar a impressão de que foi fácil.
Ao Real, o décimo título europeu, sinalizando que tudo voltou ao normal depois de um jejum de 12 anos. Ao Atlético, o retorno abrupto de uma dor de 40 anos atrás, quando o time espanhol também disputou a final do torneio e, exatamente da mesma maneira, deixou escapar o tão cobiçado troféu nos minutos finais, então diante do Bayern de Munique. Quatro décadas depois, agora contra o Real Madrid, o time foi valente, mas sem o faro de gol do atacante Diego Costa (que saiu antes dos 10 minutos iniciais) não conseguiu suportar a pressão do rival bem mais badalado e favorito.
Em comum entre os dois times espanhóis, o destaque de dois argentinos. Di Maria de um lado e Diego Simeone do outro. O craque que fez a diferença e o treinador que não se conformou em perder um título que parecia ganho.
O futebol é algo apaixonante justamente por jogos como esse. Seja na várzea em Taubaté ou no requinte de uma final européia em Lisboa.

Um comentário:

Nayana A. Peres disse...
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