terça-feira, 23 de abril de 2013

OS BÁVAROS, BRAVOS E BÁRBAROS ATROPELARAM O BARCELONA


Disse na semana passada que Barcelona x Bayern de Munique fariam a final antecipada da Liga dos Campeões da Europa. Provavelmente o vencedor desse clássico seria mais do que favorito para erguer a "orelhuda" na final em 25 de maio (que é como os torcedores do Borussia Dortmund costumam chamar o troféu, devido às grandes alças laterais).
Pelo que vem jogando há pelo menos 3 anos, digo que o Barcelona é sempre favorito em todos os torneios que participa. Não só pelo time e pelo que mostram brilhantemente dentro de campo, mas principalmente pelo conceito de futebol. Pela filosofia. Pela escola.
Curiosamente, não consigo jogar videogame (PES) com o time do Barcelona. Geralmente perco as partidas quando jogo com os digitais Xavi, Iniesta e Messi. Prefiro jogar com meu time, claro, mas também jogo muito bem com Manchester United, Real Madrid ou Arsenal, este último só por causa da velocidade do atacante James Walcott, que no videogame mais se parece com o jamaicano Usain Bolt, de tanto que corre. Algumas vezes já joguei também com o Bayern de Munique, que fica escondido numa Liga escondida dentro do PES. Até com o time alemão me saio melhor do que com o todo-poderoso Barcelona.
E hoje vi algo parecido acontecendo em tempo real pelo primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões. Por quê parecido? Porque o Bayern não apenas "se saiu melhor", mas simplesmente atropelou o Barcelona na Allianz Arena. Thomaz Müller, Mario Gomez e Robben fizeram os 4 gols da partida que sacramentaram a goleada alemã sobre os espanhóis do maior time da Europa dos últimos anos e um dos maiores da história do futebol, base da seleção da Espanha. O Bayern não tomou conhecimento do excepcional time de Messi e fez um gol para cada troféu de melhor jogador do mundo do craque argentino. Um placar de 4 x 0 que traduziu bem o que fizeram Robben, Müller, Schweinsteiger e Ribéry dentro de campo. Técnica, determinação e atitude, vontade de vencer. Ingredientes fundamentais dessa "partida incrível", como definiu o atacante holandês  Arjen Robben, 29 anos, dono de uma disposição igualmente "incrível".
Por outro lado, o Barcelona deixou de ser grande e brilhante? Não, de forma alguma. Continua e deve continuar sendo um clube vitorioso, de grandes jogos, de grandes conquistas, sempre jogando bonito. Mas a Liga dos Campeões deste ano acabou para o time da Catalunha.
E assim como eu, talvez o técnico Tito Vilanova ainda não aprendeu a jogar com o time do Barcelona.

2 comentários:

Nayana A. Peres disse...

Minha torcida não deu muito certo, e acho que fica bem difícil para os times espanhóis agora. De qualquer forma, 2 ótimos jogos.
Parabéns pelo blog e pelo texto. Bom comparativo com o PES! :)
Beijos!

Adriano Oliveira disse...

Foi um comparativo bem real..rs Mas os espanhóis não devem estar achando que foram "ótimos" jogos. E por um motivo simples: estão eliminados. Obrigado pela visita! Beijos!