segunda-feira, 20 de abril de 2015

SAN-SÃO: VENCEU, DE NOVO, QUEM JOGA COM ALEGRIA


O corintiano achou que seria fácil. Não foi. E o corintiano sofreu diante do Palmeiras.
O santista, de novo, não sofreu diante do São Paulo. O time sobrou em campo, como foi em 2010, 2011 e 2012. Na Vila Belmiro ou no Morumbi. E como foi também no primeiro duelo entre ambos, na primeira fase do campeonato. Dessa vez, sem as defesas milagrosas de Rogério Ceni que mantiveram o placar de 0 x 0 naquele jogo. O Santos novamente brilhou contra um São Paulo sonolento, apático, sem identidade e sem alma. Fatores que pesaram bem mais do que o "cansaço", como tentou minimizar o treinador interino Milton Cruz.
Talvez também tenha sido fácil para o Santos por jogar diante de um adversário que disputou cinco clássicos no ano e não venceu nenhum. E que levou oito gols dos rivais e marcou somente um. Um São Paulo desorganizado taticamente, sem criatividade, que até ficou com a bola no 2º tempo, mas que novamente não sabia o que fazer com ela. Um São Paulo que não ofereceu riscos ao Santos, mesmo depois do gol impedido de Luis Fabiano.
O placar de 2 x 1 é enganoso. O Santos foi muito superior durante toda a partida. Sempre com vocação ofensiva, as rápidas jogadas de Lucas Lima, Robinho e Geuvânio envolveram os são-paulinos. Aliás, o atual camisa 11 enlouqueceu a defesa do São Paulo. Como Neymar fez nas três eliminações anteriores, Geuvânio ficará por muito tempo nos sonhos dos defensores são-paulinos. Deu passes, driblou, deitou e rolou. Foi premiado pelos deuses do futebol com um gol de placa aos 35 minutos do 1º tempo. O atrevido atacante arrancou de seu campo de defesa, percorreu 56 metros passando por todos os são-paulinos presentes à Vila Belmiro e estufou as redes com um golaço daqueles de valer duas vezes o ingresso. Rogério Ceni nada pôde fazer. O Santos seguiu jogando para frente e com velocidade no 2º tempo. O São Paulo, acuado, se defendia e esperava por uma bola salvadora no contra-ataque. A 15 minutos do fim, o golpe de misericórdia: Oportunista, Ricardo Oliveira faz o 2º gol santista e se torna o artilheiro isolado do torneio. O gol solitário (e impedido) do São Paulo nos cinco clássicos de 2015 ainda saiu, porém com a partida já decidida. Um mísero gol de uma equipe que, sem conjunto e força coletiva, depende da individualidade de Michel Bastos, o único jogador que ainda consegue fazer a diferença e que o torcedor deposita todas as esperanças para evitar outra eliminação, mais dolorida, na Copa Libertadores. E diante de outro rival, só que dentro de casa.
Ao contrário do futebol cinzento mostrado pelo São Paulo, o time do Santos joga de forma leve, para frente, atacando, mostrando capacidade de superação nos clássicos. Os jogadores se divertem em campo, um time que sorri enquanto dribla e dá risada quando faz gols. Porque futebol é, acima de tudo, diversão. E o time do Santos se divertiu mais uma vez contra o São Paulo.
"Estou feliz demais", declarou o técnico Marcelo Fernandes após o confronto decisivo na Vila. O torcedor santista também está, especialmente quando relembra todas as incertezas que assolaram o clube no início da temporada.
Ao Santos, a nona final de Campeonato Paulista nos últimos 10 anos. E a certeza de que o adversário da final será mais forte e mais motivado que o da semifinal. Ao São Paulo, o alívio de um campeonato a menos para não ter que entrar em campo nos dois próximos domingos.

2 comentários:

Victor disse...

O gol do Geuvânio retrata perfeitamente a falta de empenho do time do morumbi, e contra uma molecada que joga 90 minutos de maneira vertical o resultado não poderia ser outro.

Adriano Oliveira disse...

E principalmente diante de um time que joga com sorriso na boca. O São Paulo aproximou-se disso contra o Corinthians, pela Libertadores, e se classificou vencendo por 2 x 0.