segunda-feira, 4 de abril de 2016

DIA DE CLÁSSICO – O SEXO E O FUTEBOL

*por Priscila Ruiz

Olá amores, tudo bem com vocês?

No que se parecem sexo e futebol?
Pergunta interessante de outrora do craque Luis Fernando Veríssimo. E o que isso tem a ver com os clássicos?
Pois é, nos devaneios desta que vos escreve, tem tudo a ver. E com prazer, que é mais gostoso, linha a linha farei com que rememorem as coincidências que envolvem essas duas coisas que amamos. Porque atire a primeira pedra quem não gosta de um ou de outro ou dos dois.
Assim como um clássico do futebol, o sexo começa muito antes e termina muito depois do tempo regulamentar de noventa minutos. É num clássico que o jogador duvidoso, como por exemplo Casemiro, pode se transformar em herói. Bem como é na cama que podem surgir revelações.
Clássico e sexo podem construir ou simplesmente destruir carreiras e relacionamentos. O clássico e o sexo requerem preparação, o antes no clássico carece de concentração, assim como no sexo é importante a sedução.
Vamos lá, soltem a imaginação junto comigo!


Há o caminho percorrido até o estádio, o momento da preleção nos vestiários, a entrada em campo e o apito inicial. Os movimentos são os mesmos, ataque e defesa, tática, faltas. O clássico e o sexo podem render lances de efeito, muita correria, mas também podem ser mornos como um jogo empatado em zero a zero. Porque sim, meus amigos, pode bater na trave, ficar no quase... só que o momento do gol... Aaaah, esse é o ápice!
Segundo Veríssimo, a única diferença entre uma festa de amasso e a cobrança de um escanteio é que na grande área não tem música, porque o agarramento é o mesmo. Afinal, no escanteio também tem gente que fica quase sem roupa. Vale a ousadia, a mão boba, a respiração ofegante e as expressões sem pudor algum.


E por falar em falta de pudor, que atuação estupenda do Real Madrid em cima do Barcelona no clássico do último sábado! O dérbi espanhol é considerado um dos maiores do mundo e a rivalidade entre os dois clubes transcende as dimensões de qualquer campo de futebol. Os blancos de Madrid representam a realeza espanhola, enquanto os culés são a pura tradução do desejo determinante de liberdade que pulsa em Barcelona.No primeiro turno, o Barcelona havia goleado o Real em pleno Santiago Bernabéu. Era um outro cenário e circunstância. E o Real ainda não tinha Zidane em seu comando.
Sim, o elegante francês já imprimiu a sua marca como jogador e agora como técnico traz a coletividade tão sonhada que faltava aos merengues.


O tributo a Johan Cruyff, amado pelos barcelonistas e apreciadores do futebol arte foi emocionante e muito honrou a memória do gênio holandês. Porém, com a bola rolando, o time de Luis Enrique não fez a sua parte.
Na primeira etapa, os ótimos goleiros Navas e Bravo se sobressaíram diante das ameaças dos times. O Barça, como sempre, teve a posse absoluta de bola, mas o Real claramente adiantou a sua marcação e se compactou dificultando a criação das jogadas de Messi e cia.
Na etapa complementar, o Real recuou diante das investidas do Barça e Messi ficou no quase golaço. Piqué, em lance de escanteio, se antecipou à marcação de Pepe e abriu o placar (e como sexo tem tudo a ver com clássicos como esse, se eu fosse a Shakira certamente o "recompensaria" mais tarde).
Ainda assim, não estava convencida com a performance do time. Porque a vitória parcial foi realmente uma armadilha. O Barcelona, como muitos times, faz um gol e cai no conto de que pode fazer outro em qualquer momento para liquidar a partida. Mas a bola pune especialmente quando do lado de lá tem um adversário com uma qualidade absurda. 
O Barcelona afrouxou, o Real se aproveitou, principalmente das falhas de recomposição da defesa em noite não inspirada e não só empatou, como virou o jogo com uma apresentação coletiva como há muito não se via em um jogo grande como esse.
Foi o fim da invencibilidade de 39 jogos do Barcelona e o que isso significa? Nada.
A perda dos pontos não muda a tabela no campeonato, mas pode afetar o ânimo do time que tem clássico contra o Atlético de Madrid pela Champions League nesta terça, 5, novamente no Camp Nou. Assim como o Real segue, merecidamente, fortalecido para encarar o alemão Wolfsburg.
Dizem que quando amamos verdadeiramente uma coisa não a enxergamos exatamente como ela é, então, que o Barça, depois dessa derrota broxante, resgate a fantasia do seu futebol.
Porque, para mim, futebol e sexo não existem sem tesão e a única diferença entre os dois é que no futebol a regra é clara! Não é?

Em tempo: Parabenizo a cobertura da equipe da ESPN. E especialmente agradeço ao Paulo Andrade por traduzir toda a emoção em sua narração à altura de "El Clasico".

Um beijão e até a próxima...


Priscila Ruiz é executiva, taurina sem meio termo e apaixonada por futebol. Possui o gosto doce do romantismo e o ácido de mulher ousada, sem jamais descer do salto. Uma indefinível lady catalã que respira e sente o esporte bretão. Para ela, "la vida es aquello que sucede cuando no hay fútbol".

5 comentários:

Anônimo disse...

Tudo há ver! Boa troca de bolas!!! ... e ainda tem gente que não gosta nem de futebol e nem de sexo... Vai entender!!! Parabéns pelo bom artigo!!!! :)

Marcelo Campos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Campos disse...

As analogias e comparações são de fato perfeitas interpretações de uma excelente entendedora da arte do entender o futebol. Neste parabenizo o belo texto e sua autora. Nobre Ruiz.

Unknown disse...

Supimpa

Unknown disse...

Supimpa