sábado, 5 de setembro de 2015

DORES E DELÍCIAS - UMA PARTIDA SURREAL E A ARBITRAGEM NO BRASIL

*por Priscila Ruiz

Olá amores, tudo bem com vocês?

Pois é, esta que vos escreve está caindo de gripe. Opa, caiu é pênalti? Sim, hoje também falarei um pouco sobre esses juízes sem juízo que andam nos levando à loucura.



A goleada do Inter em cima do Vasco e as arbitragens horríveis da noite da última quarta-feira roubaram a cena e não evidenciaram o quanto o jogo do São Paulo foi surreal. Até agora não consigo acreditar que o placar não saiu do zero, especialmente para o lado do Tricolor, sem exageros.
De fato, o futebol foi muito feio de ambos os lados. O São Paulo, mesmo desfalcado e fora de casa, conseguiu segurar o Joinville e a noite foi dos goleiros, traves e erros de finalizações difíceis de perdoar.
Por falar em erros, os equívocos do setor defensivo refletem nos números do jogo. Embora não tenham sido ameaçadores, os catarinenses dominaram a partida. Mas, apesar de o São Paulo ter finalizado menos, esteve muito presente no ataque.
O primeiro tempo foi mais movimentado, bolas na trave, belas jogadas individuais e um gol perdido por Michel Bastos que obviamente entrou na Escala Deivid. Já na etapa complementar, mais bola na trave, chuveirinho a rodo e ótimas defesas dos goleiros.
Fiquei com pena de não ter saído gols. Contudo, fica cada vez mais nítido que certos fundamentos sejam urgentemente melhorados, pois a retomada de bola com qualidade e a finalização, sem dúvida, contam muito no quesito regularidade do time.

Temos que reconhecer que o Brasileirão teve rodadas até aqui com partidas interessantes. Eis que a 22ª fica marcada como aquela em que a arbitragem foi o protagonista. Ok, o assunto não é novo, mas eu realmente estou impressionada com a quantidade de vezes em que o homem do apito tem sido o protagonista do espetáculo em que, no máximo, deveria ser figurante.
O jogo entre os Atléticos Mineiro e Paranaense teve recorde de lances polêmicos. O pênalti de Patric parece exagerado e o de Ewerton, questionável. Já o cartão em Marcos Rocha teve excesso de rigor e Thiago Ribeiro não estava impedido.
Assim como Cícero do Fluminense também não estava. Lucas Barrios, do Palmeiras, parece estar na mesma linha, sem contar os lances de Ponte e Cruzeiro e também os "mimimis" em cima do Santos. Pois é, amigos, o mantra é: incompetência ou má fé?
Não consigo formar nenhuma convicção sobre isso, pois nenhum dos temas exaustivamente debatidos nos inúmeros programas esportivos nos dão elementos para conclusão alguma.
O fato é que isso perpassa pela lisura da entidade máxima do nosso futebol, pelo critério de seleção dos árbitros, pela incompetência técnica do sujeito propriamente dita, dentre outras cositas más. Só lembro que no fatídico campeonato de 2005, as questões eram as mesmas.
Enfim, sem juízo de valor ou algo que valha, a pena é que mais uma vez os fatores extracampo têm mais notoriedade que o futebol em si. E isso é triste, muito triste.

Um beijão e até a semana que vem!


* Priscila Ruiz é advogada, especializada em Segurança e Direitos Humanos. E para ela "la vida es aquello que sucede cuando no hay fútbol". Ou seja, sim, ela é loucamente apaixonada pelo esporte bretão. Contribui com o AL MANAK FC através de sua opinião inteligente e analítica.

Um comentário:

Adriano Oliveira disse...

Uma coisa é o árbitro errar. Outra coisa é errar por incompetência e sem a mínima capacidade de apitar uma partida profissional. Ao contrário de quase tudo no futebol atual, a arbitragem é amadora. Os "juízes sem juízo", como você bem citou, ainda são pessoas que trabalham em indústrias, bancos e escritórios e recebem um cachê para apitar partidas da primeira divisão exibidas em rede nacional de rádio e televisão. E a esmagadora maioria dos torcedores que "consomem" futebol sequer sabe como funcionam, por exemplo, os sorteios de arbitragem para cada rodada.
Lamentável realmente que o destaque de nosso principal torneio de futebol sejam os erros e trapalhadas dos homens do apito.

Brilhante texto.